Um homem de 84 anos obteve, após uma longa batalha judicial, o reconhecimento de sua paternidade em relação a um empresário que faleceu em 1963, em Sevilha, na Espanha. Com essa decisão, ele poderá reivindicar parte da herança deixada pelo pai.
O caso foi analisado por um tribunal em Morón de la Frontera, na província de Sevilha, e a sentença favorável a José Luis Malagón foi proferida após a realização de um teste de DNA.
O advogado de José Luis, Fernando Osuna, comentou que o cliente aguardava essa decisão há muitos anos. A disputa judicial teve início formalmente em 2013, quando José Luis solicitou a realização de um exame de DNA em restos mortais para confirmar sua paternidade e, assim, ter acesso à herança.
Segundo o idoso, sua mãe foi abandonada pelo empresário durante a gravidez. Ele decidiu levar o caso adiante após uma conversa com um ex-administrador do pai, que se ofereceu para testemunhar sobre a relação entre eles.
Antes de recorrer à Justiça, José Luis tentou um acordo com a família do empresário, mas não obteve sucesso. Devido à lentidão do processo, ele apresentou um novo pedido ao tribunal em 19 de julho de 2022, e as exumações ocorreram em 20 de dezembro de 2023.
A comprovação da paternidade foi complexa, pois os registros do cemitério não indicavam com precisão a localização dos restos mortais do empresário. O tribunal autorizou a exumação de até cinco corpos, mas foi possível confirmar a relação genética com amostras de apenas dois.
Agora, com o reconhecimento oficial da paternidade, José Luis tem o direito de reivindicar parte da herança deixada pelo pai. Contudo, como os bens já foram divididos entre os herdeiros na época, ele precisará negociar com aqueles que receberam o patrimônio. Caso não haja um acordo, será necessário abrir um novo processo judicial, uma vez que, na Espanha, o reconhecimento de paternidade e a partilha da herança não são concedidos automaticamente na mesma decisão.