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Governo Lula destina R$ 520 milhões para propaganda antes da eleição

O governo Lula aumentou os gastos com propaganda no primeiro semestre de 2023, destinando R$ 520 milhões, mais que o dobro do valor empenhado por Bolsonaro em 2022.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou os gastos com propaganda no primeiro semestre de 2023, destinando R$ 520 milhões para a Secretaria de Comunicação Social (Secom). Este valor é mais que o dobro dos R$ 213,5 milhões empenhados pelo governo Jair Bolsonaro (PL) no mesmo período de 2022.

Os recursos foram utilizados principalmente para custear campanhas publicitárias antes do início do calendário eleitoral, que impõe restrições aos gastos com comunicação. A legislação estabelece limites de despesas que os governos podem empenhar, baseando-se nos valores dos três anos anteriores.

Além dos gastos com propaganda, o governo Lula também destinou cerca de R$ 7,6 milhões para a contratação de pesquisas de opinião. A Secom afirmou que está seguindo os limites de despesas estabelecidos por lei e ressaltou que comparações entre diferentes exercícios devem considerar as especificidades de cada período.

A campanha de maior valor até o momento, com custo estimado em R$ 150 milhões, tem o slogan "conectando entregas e futuro

e visa divulgar diversas ações do governo. Outra campanha, sobre o fim da escala 6×1, recebeu ao menos R$ 80 milhões e foi lançada com o mote

tempo com a família".

O governo também alocou R$ 45 milhões para promover a nova edição do Desenrola Brasil, que visa a renegociação de dívidas. Em 2022, os gastos com campanhas de utilidade pública e propaganda do governo totalizaram cerca de R$ 1,6 bilhão, o maior valor desde 2017.

O Orçamento de 2026 prevê uma redução nas despesas com propaganda, estimando cerca de R$ 1,5 bilhão, com a maior parte destinada a ações de interesse público. A gestão atual também aumentou a proporção de gastos com campanhas publicitárias na internet, superando pela primeira vez os valores destinados a anúncios em redes de televisão.

Recentemente, o PL, partido do senador Flávio Bolsonaro, solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a suspensão das campanhas publicitárias do governo Lula, alegando que os gastos já ultrapassaram o teto permitido. A Justiça Federal também determinou a suspensão de anúncios relacionados ao fim da escala 6×1.

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