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Rússia intercepta 660 drones em ataque ucraniano sem precedentes

Na madrugada de sexta-feira, a Rússia anunciou a destruição de 660 drones ucranianos, em um ataque aéreo considerado o maior do ano. O incidente afetou diversas regiões, mas não houve vítimas em Moscou.
Foto: Rússia diz ter abatido 660 drones em ofensiva recorde da Ucrânia

A Rússia informou que, na madrugada de sexta-feira (26), conseguiu interceptar e destruir 660 drones ucranianos, em um ataque que foi classificado como o maior realizado por Kiev contra o território russo neste ano. O Ministério da Defesa russo detalhou que os drones foram abatidos em várias regiões, incluindo Belgorod, Bryansk, Kursk, Oryol, Kaluga, Lipetsk, Rostov, Voronezh, Tula, Ryazan, Astrakhan, na região de Moscou, além da Crimeia e das águas dos mares Negro e de Azov.

O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, relatou que 47 drones foram neutralizados nas proximidades da capital. Outras regiões também registraram a destruição de drones: 13 na região de Kaluga e 15 na região de Rostov. Equipes de emergência foram mobilizadas para atender as áreas onde destroços caíram, mas não houve registro de vítimas na capital.

Na região de Tula, localizada a cerca de 180 quilômetros ao sul de Moscou, o governador Dmitry Milyayev descreveu a ofensiva como um ataque "em larga escala". Ele informou que uma instalação industrial em Novomoskovsk e uma linha de transmissão de energia foram danificadas, e uma mulher ficou ferida após uma residência ser atingida no distrito de Shchekino.

Relatos de canais russos e ucranianos no Telegram identificaram a instalação atingida como a fábrica química Azot, que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já havia classificado como estratégica para a produção de explosivos utilizados pela Rússia. A Azot é a maior fabricante russa de amônia e fertilizantes nitrogenados e já havia sido alvo de drones ucranianos em um ataque anterior, em 14 de junho.

Nos últimos meses, a Ucrânia tem intensificado seus ataques de longo alcance contra alvos russos, visando principalmente refinarias de petróleo, terminais de combustíveis, portos e instalações industriais ligadas ao setor energético e à indústria de defesa. Essa estratégia busca reduzir a capacidade de Moscou de financiar e sustentar sua campanha militar, além de dificultar reparos ao atingir repetidamente as mesmas instalações.

Na semana passada, um ataque ucraniano já havia provocado um incêndio significativo em uma refinaria localizada ao sudeste de Moscou.

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