Nesta sexta-feira (26), uma pequena aeronave colidiu com o Citic Tower, o maior arranha-céus de Pequim, na China. O incidente causou pânico nas ruas, com destroços caindo na área.
De acordo com informações do South China Morning Post (SCMP), ainda não há confirmação sobre o número de vítimas ou quantas pessoas estavam a bordo da aeronave. As causas da colisão também permanecem desconhecidas.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o prédio de 109 andares sendo atingido. Um vídeo, conforme reportado pelo The New York Times (NYT), mostra o que parece ser a parte traseira da aeronave caindo por vários andares.
O Citic Tower, também conhecido como China Zun, está localizado na zona financeira de Pequim, no distrito de Chaoyang, uma área movimentada, repleta de veículos e outros edifícios emblemáticos, como a sede da televisão estatal CCTV.
O NYT destacou a forte presença policial na região e o bloqueio do trânsito pelas autoridades. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre possíveis vítimas ou as circunstâncias do incidente, que ocorreu em uma das áreas mais ativas da capital.
Ainda não se sabe se a aeronave estava realizando um voo privado, comercial ou de outro tipo, nem se a colisão foi causada por uma falha técnica ou perda de controle.
Uma testemunha que foi retirada do prédio relatou ao SCMP que as autoridades agiram rapidamente na evacuação do local, afirmando:
Saí sem o meu cartão de identificação e sem a minha mala
.
Outra pessoa que estava nas proximidades ouviu um grande estrondo por volta das 17h40 locais (06h40 em Brasília), mas não presenciou a colisão.
O Citic Tower, inaugurado em 2018, possui 528 metros de altura e é um dos marcos da cidade. Em 2021, a China proibiu a construção de novos arranha-céus com mais de 500 metros e impôs restrições rigorosas a edifícios acima de 250 metros, devido a preocupações com a segurança.
Desde 1 de maio, Pequim está livre de drones, com residentes proibidos de comprar, alugar ou pilotar esses dispositivos sem autorização do governo.