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Financiamento e Investimentos da Família Real Britânica

O rei Charles III revelou que pagou cerca de 30 milhões de libras em impostos desde que assumiu o trono. A família real é financiada por recursos públicos e propriedades históricas.
Foto: CHRIS JACKSON / POOL / AFP

O financiamento da família real britânica é composto por uma combinação de recursos públicos, rendimentos de propriedades históricas e fortunas pessoais. O rei Charles III, que assumiu o trono em setembro de 2022, tornou-se o primeiro monarca a divulgar publicamente o valor que pagou em impostos, totalizando cerca de 30 milhões de libras (aproximadamente R$ 207,5 milhões) provenientes de suas receitas privadas.

A principal fonte de recursos públicos para o monarca é a Sovereign Grant, que cobre despesas como manutenção das residências reais, salários de funcionários e viagens oficiais. Para o período de 2025 a 2026, a dotação foi de cerca de US$ 174,5 milhões (aproximadamente R$ 905,4 milhões), com previsão de aumento para US$ 182 milhões (cerca de R$ 944,3 milhões) em 2026-2027, impulsionada por obras de renovação no Palácio de Buckingham.

Os custos com pessoal também aumentaram, totalizando cerca de US$ 44,5 milhões (aproximadamente R$ 230,9 milhões). Entre as viagens mais onerosas estão a do príncipe William à Arábia Saudita e a do rei Charles III e da rainha Camilla à Itália. É importante ressaltar que os custos de segurança não estão incluídos na Sovereign Grant e são pagos separadamente pelo governo.

A Sovereign Grant é calculada com base no desempenho financeiro do Crown Estate, o patrimônio imobiliário da Coroa, que inclui imóveis em Londres, terras rurais e o Castelo de Windsor. O Crown Estate, estimado em cerca de US$ 22 bilhões (aproximadamente R$ 114,1 bilhões), não pertence ao monarca e não pode ser vendido.

Além dos recursos públicos, a família real também recebe rendimentos dos ducados, como o Ducado de Lancaster e o Ducado da Cornualha, que geraram, respectivamente, cerca de US$ 33,3 milhões (R$ 172,7 milhões) e US$ 28,5 milhões (R$ 147,8 milhões). Esses patrimônios são administrados pela família real, que define diretrizes e aprova decisões estratégicas.

Desde 1993, os monarcas britânicos pagam impostos voluntariamente sobre suas rendas privadas, uma prática que começou com a rainha Elizabeth II. Desde a morte da rainha, Charles III e o príncipe William declararam ter pago juntos cerca de US$ 66 milhões (aproximadamente R$ 342,5 milhões) em impostos.

Os membros da família real também possuem patrimônio pessoal, como as propriedades de Balmoral e Sandringham, herdadas de Elizabeth II, que são isentas de imposto sobre sucessões quando transferidas entre monarcas.

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