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Operação Disclosure: PF investiga executivos de bancos e Americanas

A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Disclosure, focando em ex-executivos das Lojas Americanas e de grandes bancos, investigando fraudes contábeis que resultaram em um rombo de R$ 24 bilhões.
Foto: Metropoles

Na manhã desta quinta-feira (25/6), a Polícia Federal (PF) deu início à segunda fase da Operação Disclosure, que investiga fraudes contábeis nas Lojas Americanas. A ação tem como alvo ex-executivos da varejista, integrantes do grupo controlador da empresa e executivos de alguns dos principais bancos privados do Brasil.

As investigações surgiram após a revelação de um rombo estimado em R$ 24 bilhões na companhia, considerado um dos maiores escândalos do mercado financeiro brasileiro. A operação visa aprofundar as apurações sobre um esquema que teria sido estruturado para ocultar a real situação econômico-financeira da Americanas, por meio da manipulação de balanços contábeis.

Entre os alvos da operação estão Carlos Alberto Sicupira, um dos acionistas de referência da Americanas; Paulo Alberto Lemann, ex-integrante do conselho da empresa; Sérgio Rial, ex-presidente do Santander e ex-CEO da Americanas; além de executivos do Santander, Bradesco e Itaú.

A PF afirma que os investigados teriam conhecimento das fraudes contábeis que ocorreram ao longo de vários anos. Ao todo, estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro e em São Paulo, com o apoio do Ministério Público Federal (MPF) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro autorizou o sequestro de bens e valores dos investigados, até o limite de R$ 54 bilhões, valor que corresponde à estimativa das fraudes identificadas. A PF busca garantir o ressarcimento dos prejuízos.

As investigações indicam que as manipulações contábeis foram realizadas para inflar artificialmente os indicadores financeiros da Americanas, ocultando seu nível de endividamento. Dois eixos principais estão sendo apurados: operações de risco sacado, que podem ter reduzido a percepção da dívida da empresa, e verbas de propaganda cooperada, que podem ter sido utilizadas de forma irregular.

Os investigados são suspeitos de crimes como manipulação de mercado e associação criminosa, com a possibilidade de que outros delitos sejam identificados conforme as investigações avançam. Até o momento, os alvos não se manifestaram sobre a operação.

A Americanas, por sua vez, informou que não foi alvo de mandados de busca e que a Operação Disclosure se refere à fraude revelada em 2023, afirmando que a companhia continuará colaborando com as investigações.

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