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Lecanemabe, novo tratamento para Alzheimer, é lançado no Brasil

O lecanemabe, medicamento para Alzheimer em estágio inicial, começou a ser vendido no Brasil. O acesso é restrito e depende de avaliação médica.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O lecanemabe, medicamento indicado para o tratamento da doença de Alzheimer em estágio inicial, foi lançado no Brasil nesta quinta-feira (25). O produto, comercializado sob o nome de Leqembi, é resultado de uma parceria entre as empresas Eisai e Biogen.

O acesso ao lecanemabe não é feito por meio de farmácias, sendo necessário que o paciente seja avaliado e receba a prescrição de um médico. Após essa etapa, o paciente é orientado ou encaminhado para centros especializados, onde o medicamento será aplicado e o acompanhamento será realizado.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o medicamento em dezembro de 2025, e sua comercialização só foi possível após a definição do preço pela Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), que ocorreu em abril.

O tratamento é realizado por infusão intravenosa a cada 15 dias, exclusivamente em hospitais ou centros especializados. A dosagem recomendada é de 10 mg por quilo de peso do paciente. Para um tratamento mensal, considerando um paciente com peso médio de 70 kg, o custo é de R$ 8.108,94, que pode chegar a R$ 11.075,62 com a inclusão de impostos.

Atualmente, o lecanemabe não está incorporado ao SUS (Sistema Único de Saúde) e não é coberto por planos de saúde, uma vez que ainda não consta no rol da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). As empresas Biogen e Eisai informaram que pretendem solicitar a incorporação do medicamento ao SUS através da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde), embora ainda não tenham apresentado essa solicitação.

O lecanemabe é um anticorpo monoclonal que atua sobre a beta-amiloide, uma proteína que se acumula no cérebro de pacientes com Alzheimer antes do surgimento dos primeiros sintomas. De acordo com as fabricantes, o medicamento tem a capacidade de dissolver placas já existentes e inibir a formação de novos depósitos que contribuem para a morte dos neurônios.

Estudos indicam que o medicamento pode reduzir a velocidade de progressão da doença, embora não tenha efeito sobre os sintomas. Em um estudo de fase 3, pacientes em estágio inicial tratados por 18 meses apresentaram uma redução média de 27% na velocidade de avanço da doença em comparação com aqueles que receberam placebo, um efeito considerado modesto por especialistas.

A doença de Alzheimer é responsável por cerca de 70% dos casos de demência no mundo, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). É uma condição progressiva e, até o momento, sem cura. O lecanemabe já possui registro em mais de 53 países, incluindo Japão, Estados Unidos, China e Coreia do Sul.

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