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Ciberlab identifica crianças de 9 anos em grupos extremistas

O Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça revelou a presença de crianças de 9 anos em grupos extremistas. Entre janeiro e maio, 132 suspeitos foram identificados em 21 estados.
Foto: Monitoramento identifica crianças de 9 anos em grupos extremistas

O Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, identificou a presença de crianças de apenas nove anos em grupos extremistas monitorados. O coordenador do Ciberlab, delegado Paulo Henrique Benelli, informou que os suspeitos de envolvimento com crimes digitais relacionados ao extremismo e à incitação à violência têm idades que variam entre 9 e 35 anos.

Entre janeiro e maio deste ano, foram identificados pelo menos 132 suspeitos em 21 unidades da Federação. Durante esse período, a Polícia Federal (PF) deflagrou ao menos 10 operações, com maior concentração nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A operação mais recente ocorreu em Jaraguá, Goiás, onde um adolescente foi alvo de investigação por coordenar grupos que promovem conteúdos extremistas.

O Ciberlab utiliza tecnologia avançada para identificar autores de crimes na internet e auxiliar na desarticulação de grupos criminosos. O laboratório monitora conteúdos extremistas em ambientes digitais, incluindo a deep web e a dark web, com o objetivo de mapear a disseminação de discursos violentos e detectar articulações criminosas.

O rastreamento dos suspeitos é iniciado com o monitoramento de ambientes digitais abertos e fechados, além de informações recebidas de plataformas digitais e organismos internacionais. Esses dados são analisados e consolidados em relatórios de inteligência, que são então encaminhados às polícias responsáveis pelas operações.

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