Nicolás Maduro, ex-presidente da Venezuela, enviou uma mensagem em nome dele e de sua esposa, Cilia Flores, à população afetada pelos terremotos que ocorreram na quarta-feira, 24 de junho. Ambos estão detidos em Nova York desde janeiro, após serem capturados pelo exército dos EUA em Caracas.
Em sua mensagem, publicada nas redes sociais, Maduro expressou suas orações pelas famílias atingidas e convocou a população a se unir em solidariedade.
Hoje a palavra é uma só: máxima união, máxima solidariedade e máxima ação. Que ninguém fique sozinho, que cada comunidade cuide de suas crianças, de seus avós, de seus enfermos — afirmou.
Os terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, provocaram pelo menos 20 réplicas nas horas seguintes, resultando em desabamentos em várias cidades, incluindo a capital. Até o momento, o governo não divulgou um balanço oficial de mortos e feridos, mas confirmou a existência de vítimas.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, decretou estado de emergência e anunciou a suspensão de aulas e serviços não essenciais para priorizar as operações de resgate. Equipes de resgate, segurança e assistência civil foram mobilizadas para as áreas afetadas.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) reportou que os dois tremores principais tiveram epicentros próximos, a apenas 5 km de distância, e foram os mais fortes registrados no país em mais de um século. O tremor também foi sentido em várias cidades do norte do Brasil, como Belém e Manaus.
Na mensagem, Maduro e Flores ressaltaram que a Venezuela já enfrentou grandes dificuldades e que, com fé e solidariedade, o país superará mais essa provação. Eles pediram união nacional e apoio às equipes de resgate.