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Trump observa eleições brasileiras em meio a tensões

O presidente dos EUA, Donald Trump, compartilhou artigo que menciona o Brasil como um teste no conservadorismo latino-americano, evidenciando tensões com Lula.
Foto: G1

Nesta terça-feira (23), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou sua rede social para compartilhar um artigo da emissora NewsMax, que destaca o Brasil como o próximo "teste" no processo de "ressurgimento conservador" na América Latina. Essa ação indica que a Casa Branca está atenta às eleições brasileiras.

A relação entre Trump e o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que anteriormente foi descrita por Trump como tendo uma "excelente química

, se deteriorou. Após o encontro do G-7, Trump afirmou que

não pensa" e "não se importa" com Lula. Recentemente, as relações entre os dois países também foram marcadas pelo anúncio de um novo aumento de tarifas sobre produtos brasileiros e pela classificação das facções criminosas CV e PCC como organizações terroristas pelo governo americano.

No episódio do podcast O Assunto, a jornalista Natuza Nery conversou com o analista internacional Christopher Garman sobre as intenções de Trump em relação ao Brasil e a influência que ele pode exercer nas eleições brasileiras. Garman também analisou o impacto das ações da Casa Branca nas eleições em outros países da América Latina, além de discutir as perspectivas para Lula e Flávio Bolsonaro até outubro.

O podcast O Assunto é produzido por uma equipe composta por Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti, Stéphanie Nascimento e Guilherme Gama, com apresentação de Natuza Nery.

A relação entre Trump e Lula já teve momentos de elogios, como quando Trump se referiu a Lula como uma pessoa "muito volátil". Contudo, a falta de uma reunião formal entre os dois no G-7 e o aumento das tarifas indicam uma estratégia de pressão por parte dos Estados Unidos. Lula, por sua vez, expressou surpresa com as tarifas propostas e anunciou que enviará uma nova carta a Trump.

Uma pesquisa da Quaest revelou que 43% dos entrevistados acreditam que Lula saiu mais fortalecido após o encontro com Trump, enquanto discussões sobre temas como terras raras, crime organizado e comércio foram abordadas durante a reunião na Casa Branca.

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