Na quarta-feira, 24 de junho de 2026, Keiko Fujimori discursou em Lima, Peru, afirmando-se como vencedora de fato do segundo turno das eleições presidenciais. Com 99,870% das urnas apuradas, a candidata da direita lidera a contagem com uma vantagem de 44 mil votos sobre seu adversário, Roberto Sánchez.
Embora o resultado ainda precise ser validado pelo Jurado Nacional de Eleições (JNE), que é responsável por julgar pedidos de impugnação, Fujimori já começou a delinear suas propostas.
Estamos cientes de que o Peru está dividido, de que está praticamente partido ao meio — declarou em coletiva de imprensa.
A política de 51 anos, que já disputou a presidência em quatro ocasiões e é filha do ex-ditador Alberto Fujimori, enfatizou que, a partir de 28 de julho, data de sua posse, tomará medidas para restaurar a ordem, combater o crime e promover o progresso no país.
Fujimori também anunciou uma "convocação aberta" a tecnocratas experientes para compor seu primeiro gabinete, com o objetivo de enfrentar a criminalidade e a desigualdade social.
Após a realização do segundo turno em 7 de junho, a contagem dos votos foi marcada por contestações e pela chegada tardia de votos do exterior. Apesar de não ter declarado vitória oficialmente, Fujimori discutiu os primeiros passos de um possível governo enquanto aguarda o anúncio oficial do vencedor, previsto para meados de julho.
Roberto Sánchez, por sua vez, alegou sem apresentar provas que houve fraude nas eleições e afirmou que não reconheceria um governo de Fujimori. Em resposta, a candidata se absteve de comentar diretamente as declarações do rival, mas ressaltou a importância de considerar as opiniões de Sánchez e de seu partido para iniciar um processo de reunificação no país.
A vitória de Fujimori representa o retorno de uma dinastia política que gera tanto lealdade quanto oposição entre os eleitores, em um país que enfrenta crises políticas constantes.