O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as eleições presidenciais no Brasil representam um "grande teste" para a estratégia de Washington em manter sua influência na América Latina. A declaração foi feita em uma postagem nas redes sociais, onde Trump compartilhou um artigo do colunista John Gizzi, do veículo conservador Newsmax.
No artigo, Gizzi menciona a eleição do candidato de extrema-direita na Colômbia, Abelardo de la Espriella, como parte de um
amplo realinhamento ideológico pró-Trump
na região. Ele também cita eleições em outros países, como Peru, Honduras, Bolívia, Chile, El Salvador, Argentina e Equador, como vitórias para a influência de Trump na América Latina.
O texto destaca que, apesar dos avanços, o governo Trump enfrenta quatro desafios significativos na região: Venezuela, Cuba, Nicarágua e Brasil. O Brasil é descrito como o "próximo grande teste" para a administração americana, com a expectativa de que a eleição presidencial se torne uma das disputas mais importantes do hemisfério.
Gizzi conclui que, caso o Brasil se una à lista crescente de países que se movem para a direita, o mapa político da América Latina mudará drasticamente em comparação com a última década. O artigo também menciona que os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro estão se organizando em torno de Flávio Bolsonaro para tentar destituir o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Além disso, o governo dos EUA anunciou a aplicação de um "Corolário Trump" à Doutrina Monroe, uma releitura da estratégia do século 19 que buscou expandir a influência americana na região. O documento, publicado em dezembro de 2025, afirma que os EUA se comprometem a restaurar sua proeminência no Hemisfério Ocidental e a proteger seus interesses estratégicos.