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Gilmar Mendes afirma que condenação de Zambelli é regular

O ministro Gilmar Mendes, do STF, declarou que a condenação da ex-deputada Carla Zambelli não apresenta nulidades, reforçando o pedido de extradição à Itália.
Foto: Metropoles

Na última terça-feira (23/6), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, enviou uma decisão à Advocacia-Geral da União (AGU) para apoiar o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli à Itália. Mendes afirmou que a condenação de Zambelli ocorreu de forma regular, sem nulidades que impeçam a extradição.

O ministro destacou que o processo judicial tramitou de maneira hígida e regular, sem qualquer vício que possa comprometer a extradição da cidadã brasileira por crime cometido em território nacional. Ele também ressaltou que a condenação observou integralmente a legislação brasileira.

No documento, Mendes garantiu que a pena de Zambelli será cumprida na Penitenciária Feminina de Brasília (DF). A ação penal foi iniciada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) após um incidente ocorrido antes do segundo turno das eleições presidenciais de 2022, quando a então deputada foi acusada de portar uma arma de fogo de forma indevida e de ameaçar o jornalista Luan Araújo em via pública, em São Paulo.

A condenação, que transitou em julgado em 25 de outubro de 2025, resultou em uma pena de 5 anos e 3 meses de prisão, além de 80 dias-multa, pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Após a decisão, foram expedidas as comunicações sobre a suspensão dos direitos políticos de Zambelli, a perda do mandato parlamentar e o cancelamento de sua autorização para porte de arma.

O envio dos documentos ocorre às vésperas da análise do caso pela Corte de Cassação de Roma, que agendou para o dia 1º de julho a audiência sobre o pedido de extradição da ex-deputada.

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