A candidata de direita Keiko Fujimori alcançou uma margem suficiente para vencer o segundo turno das eleições presidenciais do Peru, realizado na madrugada desta quarta-feira (24/6). Com 99,859% das urnas apuradas, Fujimori obteve 50,118% dos votos, totalizando 9.206.241 votos.
O candidato da esquerda, Roberto Sánchez, recebeu 9.162.855 votos, o que representa 43 mil a menos que sua adversária, tornando impossível a reversão do resultado. Apesar disso, Sánchez já declarou que não reconhecerá a derrota e anunciou sua intenção de se opor ao novo governo.
Não reconheceremos esse governo e nos declararemos em luta política e social de resistência popular e patriótica, em apego ao marco legal e constitucional assim como à normatividade supranacional do sistema interamericano — afirmou Sánchez em suas redes sociais.
A coligação Juntos por el Perú, partido de Sánchez, protocolou um novo pedido para anular todos os votos do exterior, alegando “falhas irreparáveis” e “fraude eleitoral”. O documento solicita que os votos dos peruanos no exterior sejam considerados nulos, citando vícios que teriam comprometido a legitimidade do processo.
Keiko Fujimori, de 51 anos, é filha do ex-presidente Alberto Fujimori, que governou o Peru entre 1990 e 2000. Esta é a quarta vez que ela se candidata à presidência, tendo chegado ao segundo turno em todas as eleições desde 2011, mas sem conseguir a vitória.
Formada em administração de empresas, Keiko fez promessas voltadas ao setor empresarial, incluindo isenção de impostos e reformas tributárias e trabalhistas. Além disso, ela se comprometeu a melhorar a segurança pública, inspirando-se em propostas de líderes de outros países.