A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, em 23 de junho de 2023, que Damon Landor, um preso rastafári, não pode reivindicar indenização contra funcionários do Departamento de Correções da Luisiana. A decisão se deu após Landor ter seus dreadlocks, que chegavam aos joelhos, cortados à força enquanto cumpria pena.
Landor, que havia deixado o cabelo crescer por quase 20 anos, alegou que a ação violou sua liberdade religiosa. Em 2020, durante as últimas três semanas de uma pena de cinco meses por posse de drogas, ele apresentou aos agentes uma decisão judicial de 2017 que garantia aos rastafáris o direito de manter seus dreadlocks. No entanto, um agente desconsiderou a decisão, jogando-a no lixo.
Após isso, Landor foi algemado a uma cadeira e teve a cabeça raspada. Um tribunal de apelações classificou o tratamento como "escandaloso", mas decidiu que a legislação federal não permite que funcionários estaduais sejam processados individualmente por ações relacionadas ao desempenho de suas funções.
A Luisiana reconheceu que o tratamento dado a Landor foi "antitético à liberdade religiosa" e alterou suas regras sobre a aparência dos detentos. Contudo, a Suprema Corte, em uma votação de 6 a 3, concordou com a posição do estado, com os três juízes liberais discordando da decisão.
Os rastafáris, que frequentemente mantêm o cabelo em forma de dreadlocks, seguem essa prática como parte de suas crenças religiosas, que têm origem na Jamaica e foram popularizadas mundialmente pelo cantor Bob Marley.