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Estudo brasileiro revela potencial do mapeamento genético no tratamento do câncer de pulmão

Uma pesquisa brasileira indica que o sequenciamento de DNA e RNA pode aprimorar a identificação de pacientes com câncer de pulmão para terapias-alvo. Os dados foram apresentados na Asco 2026.
Foto: Mapeamento de DNA e RNA pode ajudar a definir tratamento para câncer

Pesquisadores brasileiros descobriram que a combinação de sequenciamento de DNA e RNA pode ser fundamental para identificar pacientes com câncer de pulmão que possuem alterações genéticas raras, tornando-os elegíveis para terapias-alvo. Os resultados do estudo foram apresentados durante o congresso Asco 2026, um dos mais importantes eventos sobre câncer no mundo.

A pesquisa, liderada pelo oncologista Breno Jeha, da Oncoclínicas&Co, analisou mais de 1,5 mil pacientes e destacou a importância da identificação de fusões no gene NRG1, um biomarcador associado a tumores mais agressivos. Com a detecção dessas alterações, é possível ajustar o tratamento de forma mais eficaz.

Outros estudos realizados pelo grupo mostraram que pacientes que se submeteram a testagens moleculares e foram tratados com terapias-alvo apresentaram uma sobrevida mediana superior a 30 meses, mais que o dobro em comparação aos tratamentos convencionais.

Rodrigo Dienstmann, diretor da OC Medicina de Precisão, enfatizou a relevância dos dados genômicos no tratamento do câncer:

Hoje, conduzir o tratamento do câncer sem apoio de dados genômicos é ignorar o maior avanço da medicina personalizada da última década. Com essas ferramentas, conseguimos adicionar mais informações ao processo de tomada de decisão clínica.

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