O Instituto Nacional de Câncer (Inca) divulgou uma nota em resposta ao caso do jornalista Ícaro Jatobá, que afirmou ter sido barrado na posse de um cargo após a análise de sua graduação. Jatobá, que se destacou como primeiro colocado no concurso, alegou que sua formação em comunicação social – Jornalismo não foi considerada adequada para a função de analista em ciência e tecnologia, conforme exigido no edital.
De acordo com o Inca, a avaliação da formação acadêmica de Jatobá focou na compatibilidade do currículo com os requisitos do cargo, que exige formação superior em Tecnologia da Informação, Comunicação Visual ou áreas afins. O instituto esclareceu que a análise não se limitou apenas ao nome do curso, mas também considerou o conteúdo da formação e sua classificação oficial.
O Inca concluiu que a graduação de Jatobá não atende às competências técnicas exigidas para a função, afirmando que a expressão "áreas afins" não permite a inclusão automática de todos os cursos da comunicação. Para o órgão, é necessário demonstrar a compatibilidade entre a formação e as atividades do cargo.
Jatobá, por sua vez, argumenta que sua formação se encaixa nos requisitos do edital e apresentou documentos que, segundo ele, comprovam a relação entre sua experiência e as exigências do cargo. Após a negativa, ele recorreu administrativamente, contestando a interpretação do Inca.
O jornalista expressou sua insatisfação com a decisão, ressaltando que obteve a maior nota na prova objetiva e na redação. Ele considera inaceitável que a situação cause insegurança jurídica, prejudicando a confiança dos candidatos no processo seletivo.
Fonte: Metropoles