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Caminhada nórdica reduz sintomas de depressão em cinco semanas

Um estudo revelou que a caminhada nórdica pode ajudar a controlar os sintomas da depressão em adultos. Participantes que praticaram a atividade mostraram melhora significativa em cinco semanas.
Foto: Caminhada nórdica ajuda a controlar sintomas da depressão em 5 semanas

A caminhada nórdica, além de proporcionar benefícios à saúde física, pode ser uma aliada no controle dos sintomas da depressão. A atividade, que utiliza bastões para auxiliar o exercício, ativa até 90% dos músculos do corpo.

Um estudo publicado em março na revista Journal of Affective Disorders envolveu 64 adultos sedentários diagnosticados com depressão moderada ou severa, que foram divididos em dois grupos. Um dos grupos participou de caminhadas nórdicas duas vezes por semana, durante uma hora, sob a supervisão de um instrutor, enquanto o outro grupo manteve sua rotina habitual.

Os encontros ocorreram ao longo de 10 semanas, com grupos variando de quatro a 10 participantes. É importante ressaltar que nenhum dos voluntários interrompeu o uso de medicamentos durante o estudo.

Os pesquisadores utilizaram uma pesquisa tradicional para avaliar os níveis de depressão e observaram que os participantes que se dedicaram à caminhada nórdica apresentaram uma melhora significativa nos sintomas. Entre 35% e 53% dos indivíduos que praticaram a atividade atingiram a remissão, ou seja, os sinais da doença diminuíram a ponto de não serem mais considerados depressão clínica.

Os melhores resultados foram observados nas primeiras cinco semanas, especialmente entre aqueles com sintomas depressivos mais intensos. Os cientistas notaram que as melhorias adicionais foram menores e menos consistentes na segunda metade do programa, sugerindo um efeito platô.

Esse padrão temporal levanta questões sobre o desafio de manter o engajamento em intervenções prolongadas para pessoas com depressão. Os pesquisadores sugerem que estudos futuros devem investigar mais a fundo os níveis de medicação, a estabilidade no tratamento e o comprometimento com a terapia para entender melhor as contribuições do exercício.

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