O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (20) que não haverá cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz, a menos que essa medida seja imposta por seu governo. Em uma postagem na rede social Truth Social, Trump destacou que, caso um acordo definitivo com o Irã não seja alcançado, seu governo poderá considerar a cobrança de taxas como forma de reembolso de custos.
Não haverá cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz durante os 60 dias do período de cessar-fogo, e também não haverá cobrança de pedágio após o término desse período, a menos que seja imposta pelos Estados Unidos da América, caso o acordo não seja concluído
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Na sexta-feira (19), o Irã anunciou que não cobrará taxas para navios que transitarem pelo Estreito de Ormuz durante 60 dias, mas indicou que, após esse período, começará a aplicar uma "taxa por serviço" para embarcações que utilizarem a via.
A situação no Estreito de Ormuz se complicou após a Guarda Revolucionária iraniana declarar que a passagem está fechada, em meio a acusações de que os Estados Unidos e Israel violaram compromissos de cessar-fogo no Oriente Médio. Esse anúncio ocorre antes de uma nova rodada de negociações entre Washington e Teerã, que está prevista para começar neste domingo (21) na Suíça.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou à Fox News que não há evidências de que a passagem marítima esteja bloqueada, e um comunicado das Forças Armadas dos EUA também negou qualquer bloqueio.
O Estreito de Ormuz é uma das rotas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e gás. A Guarda Revolucionária alertou as embarcações para que não se aproximem da região, afirmando que a segurança dos navios pode estar em risco caso tentem acessar a passagem.
A decisão de fechar o estreito foi motivada por ações que Teerã considera "crimes" de Israel no Líbano e pela suposta violação dos compromissos de cessar-fogo por parte dos Estados Unidos. Essa declaração surge dias após a assinatura de um acordo provisório entre os dois países, que visa encerrar um conflito que já dura quase quatro meses.