O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã informou que, por um período de 60 dias, não haverá cobrança de taxas para os navios que transitam pelo Estreito de Ormuz. O anúncio foi feito nesta sexta-feira, 19 de junho, pela agência de notícias estatal Irna.
De acordo com o comunicado, o governo iraniano assumirá os custos operacionais, e a Autoridade das Vias Navegáveis do Golfo Pérsico foi orientada a processar e priorizar os pedidos de passagem, em conformidade com os objetivos do Memorando de Entendimento de Islamabad, assinado com os Estados Unidos no dia 16 de junho.
Embora a isenção de taxas tenha sido anunciada, o comunicado ressalta que ainda existem riscos associados à navegação na área. Assim, os navios devem seguir as rotas e horários previamente estabelecidos, permitindo um aumento gradual no tráfego.
O Estreito de Ormuz é uma passagem estratégica que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é vital para a economia global, sendo responsável pela passagem de 20% a 30% do petróleo mundial e pelo menos 20% do gás natural liquefeito.
Após um ataque dos Estados Unidos ao Irã no final de fevereiro, o país havia fechado a passagem e começado a cobrar pela travessia. Recentemente, os dois países assinaram um memorando que visa um cessar-fogo, incluindo a reabertura do Estreito de Ormuz.
Na segunda-feira, 15 de junho, o presidente Donald Trump declarou que o Estreito estaria "completamente aberto" até esta sexta-feira. No entanto, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou que, apesar da suspensão das tarifas aduaneiras, outras taxas para serviços de navegação e segurança ainda poderão ser aplicadas.