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Janny Milanês propõe Observatório Nacional contra violações da advocacia

Janny Milanês, primeira mulher a presidir a Comissão de Prerrogativas da OAB-PB, defende a criação de um Observatório Nacional para mapear violações à advocacia.
Foto: Polêmica Paraíba

A advogada Janny Milanês, que se tornou a primeira mulher a presidir a Comissão de Defesa das Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Paraíba (OAB-PB), defende a criação de um Observatório Nacional de Violações da Advocacia. A proposta foi apresentada durante a I Conferência Nacional dos Direitos das Prerrogativas da Advocacia, realizada em João Pessoa, na terça-feira (16).

Milanês enfatizou a importância de não apenas reagir a violações, mas de estabelecer instrumentos permanentes que permitam mapear esses casos, compreender sua ocorrência e garantir respostas rápidas.

Precisamos criar uma cultura de respeito ao papel constitucional da advocacia — afirmou.

Entre as propostas apresentadas, está a inclusão da violência institucional de gênero no Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/94), visando coibir agressões às advogadas no exercício de suas funções. Janny destacou que a intimidação de uma mulher advogada representa uma violação que vai além da pessoa afetada, limitando a presença feminina em espaços de decisão e no sistema de Justiça.

Durante sua gestão na Comissão de Prerrogativas, Janny liderou ações significativas, incluindo um ato emblemático em 2020, que reuniu advogados em defesa do respeito à atuação profissional na Central de Polícia do Estado. O evento ganhou notoriedade nacional após três advogados serem algemados e agredidos na Delegacia Central da Polícia Civil, quando um deles foi impedido de acompanhar a oitiva de um cliente.

Prerrogativa não é privilégio. É uma garantia da sociedade. Quando uma advogada ou um advogado tem seu exercício profissional respeitado, quem está sendo protegido é o cidadão que precisa de defesa, de voz e de acesso à Justiça — concluiu Janny Milanês.

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