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Condenação de perito marca desdobramentos no caso Henry Borel

O médico Jeferson Evangelista Correâ, perito da defesa de Jairinho, foi condenado por falsa perícia no caso da morte de Henry Borel. O ex-vereador também recebeu pena de 43 anos de prisão.
Foto: Metropoles

O médico Jeferson Evangelista Correâ, que atuou como assistente técnico na defesa do ex-vereador Dr. Jairinho, foi condenado pelo Tribunal do Júri do Rio de Janeiro por falsa perícia no caso da morte de Henry Borel. A decisão foi proferida na madrugada desta quinta-feira, 4 de junho, após um julgamento que durou 10 dias.

Durante o processo, a acusação alegou que Correâ apresentou laudos e depoimentos que contradiziam as conclusões dos peritos oficiais que investigaram a morte do menino. A sentença foi lida pela juíza Elizabeth Machado Louro, encerrando o julgamento às 1h30.

No mesmo julgamento, Jairinho foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo. Além da pena de prisão, ele deverá pagar R$ 400 mil em danos morais ao pai de Henry, Leniel Borel. O ex-vereador foi absolvido de outras duas acusações de tortura.

Monique Medeiros, mãe de Henry, teve a acusação de homicídio doloso desclassificada para homicídio culposo, sendo considerada culpada por omissão diante das torturas sofridas pelo filho. Sua pena foi fixada em 1 ano e 4 meses de prisão, mas foi considerada cumprida devido ao tempo que já passou em prisão preventiva.

Os três condenados têm o direito de recorrer da decisão. O caso de Henry Borel, que faleceu em 8 de março de 2021, aos 4 anos, ganhou notoriedade após Jairinho e Monique levarem a criança ao Hospital Barra D’Or, alegando que ele havia caído da cama. No entanto, as investigações descartaram essa versão, apontando que a morte foi causada por hemorragia interna e laceração hepática resultantes de agressões.

A reconstituição do caso revelou 23 lesões compatíveis com agressões, confirmando que não se tratou de um acidente doméstico. O perito Luiz Carlos Leal Prestes, responsável pelo exame cadavérico, afirmou durante o julgamento que a criança foi vítima de espancamento.

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