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Marcos Henriques defende apuração rigorosa em operação contra Jaques Wagner

O vereador Marcos Henriques comentou a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga Jaques Wagner, e defendeu a apuração rigorosa sem associações políticas.
Foto: Fonte83

A deflagração da 9ª fase da Operação Compliance Zero, realizada pela Polícia Federal, gerou repercussão no cenário político da Paraíba nesta quinta-feira (18). O vereador Marcos Henriques, do PT, se manifestou sobre a investigação que tem como alvo o senador Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado.

Em entrevista, Henriques enfatizou que qualquer pessoa que esteja envolvida em irregularidades deve ser responsabilizada. Ele destacou que o Partido dos Trabalhadores mantém uma postura de respeito às investigações conduzidas pelos órgãos competentes e que, se forem comprovadas irregularidades, não deve haver proteção para quem cometeu ilícitos.

O vereador também criticou tentativas de vincular automaticamente o caso ao PT e ao governo federal. Para ele, a investigação relacionada ao Banco Master deve focar nos fatos e nas pessoas diretamente envolvidas, evitando generalizações que possam prejudicar o partido.

Ao ser questionado sobre críticas da oposição que sugerem uma ligação entre o Banco Master e membros do PT na Bahia, Henriques reiterou a necessidade de cautela. Ele afirmou que a narrativa apresentada por adversários não altera a importância de aguardar os resultados das investigações da Polícia Federal. O vereador reafirmou que, caso qualquer filiado tenha agido de forma não transparente, deverá ser responsabilizado.

A Operação Compliance Zero investiga um suposto esquema de fraudes financeiras, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça, envolvendo instituições financeiras e empresários. Além de Jaques Wagner, o banqueiro Augusto Ferreira Lima também é alvo da operação, sendo apontado como figura ligada ao setor financeiro investigado. A Polícia Federal busca esclarecer se houve atuação de agentes públicos em favor de interesses privados no Congresso Nacional em troca de vantagens.

Nesta fase da operação, a PF cumpre 18 mandados de busca e apreensão em diversas localidades, incluindo o Distrito Federal, Bahia e São Paulo, sob a determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. As medidas cautelares incluem a proibição de contato entre os investigados e a suspensão de passaportes. As investigações podem resultar em acusações de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

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