Luigi Mangione, de 28 anos, está sendo acusado de assassinar o CEO de uma seguradora de saúde nos Estados Unidos em 2024. Durante uma audiência realizada na última quarta-feira (17), o juiz do caso, Gregory Carro, informou que a defesa planeja alegar que o réu estava em um estado de "distúrbio emocional extremo" no momento do crime.
A audiência foi marcada após o comparecimento de Mangione ao tribunal ter sido adiado na terça-feira. Um mês antes, sua defesa obteve uma vitória ao conseguir que o juiz considerasse inadmissíveis as provas coletadas pela polícia durante sua prisão. Os advogados argumentaram que a revista feita na mochila de Mangione foi ilegal e que ele não foi informado de seus direitos.
O juiz Carro concordou com a defesa, apesar da oposição dos promotores, que afirmam ter uma variedade de evidências ligando Mangione ao crime, incluindo DNA, impressões digitais e um celular que ele teria deixado para trás.
Em uma decisão anterior, em janeiro, Mangione também conseguiu evitar a pena de morte, já que a juíza Margaret Garnett rejeitou duas acusações federais relacionadas ao caso. Ele nega todas as acusações e enfrenta, além do homicídio, acusações de perseguição que podem resultar em prisão perpétua.
O assassinato de Brian Thompson, de 50 anos, ocorreu em 4 de dezembro de 2024, em Manhattan, onde ele foi atingido por um atirador mascarado. A polícia encontrou munições com palavras que remetem a práticas de seguradoras, o que levantou questões sobre a motivação do crime.
Mangione, que vem de uma família rica de Baltimore, foi preso cinco dias após o crime em um McDonald's em Altoona, Pensilvânia, a cerca de 370 quilômetros de Manhattan.