Um tribunal na Suécia condenou um homem de 61 anos a quatro anos e cinco meses de prisão por explorar sua esposa, forçando-a a se prostituir por três anos. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (16) e o réu foi considerado culpado de lenocínio com agravantes, tentativa de estupro, agressão, ameaças e um crime menor relacionado a drogas.
De acordo com a corte, o homem foi responsável por introduzir sua esposa na prostituição e gerenciar a operação, que envolveu quase 120 homens que pagaram por relações sexuais com a mulher. O caso gerou grande repercussão na Suécia, sendo comparado a outro incidente envolvendo a francesa Gisèle Pelicot, cujo marido foi condenado em 2024 por dopá-la e permitir que homens a estuprassem.
A promotora Ida Annerstedt destacou que a mulher vivia sob um "medo profundo" do marido, que a ameaçava com violência caso ela não obedecesse. O julgamento ocorreu entre 10 de abril e 26 de maio em um tribunal de Härnösand, na Suécia, em sua maior parte a portas fechadas.
A promotoria havia solicitado uma pena de 10 anos de prisão. Durante o processo, foi revelado que o réu publicava anúncios na internet, organizava os encontros e vigiava a esposa, que era forçada a realizar atos sexuais, inclusive online, para atrair mais clientes.
Embora o homem enfrentasse oito acusações de estupro, o tribunal rejeitou essas alegações, considerando que não estava claro se a participação da mulher havia sido voluntária em sete casos, e em um deles não foi possível determinar quais atos ocorreram. Vale ressaltar que a legislação sueca não penaliza a oferta de serviços sexuais, mas sim a compra desses serviços e a exploração de terceiros.