Na Polônia, uma médica de 57 anos foi detida após a descoberta de 34 fetos humanos enterrados no jardim de sua antiga residência, localizada na cidade de Lutoryz, no sudeste do país. O caso veio à tona nesta segunda-feira, 15 de junho, quando as autoridades locais divulgaram informações sobre a investigação.
A Procuradoria Regional de Rzeszów iniciou as apurações após a identificação de resíduos médicos durante obras na propriedade. Segundo o porta-voz do órgão, Krzysztof Ciechanowski, a Procuradoria Distrital foi notificada em 10 de junho sobre a presença de uma quantidade significativa de materiais, incluindo blocos de parafina e lâminas de microscópio.
A principal suspeita, identificada como Magdalena H., é uma patologista sem antecedentes criminais. Ela está sendo investigada por supostamente ter utilizado os fetos em experimentos. Caso seja condenada, a médica pode enfrentar uma pena de até 12 anos de prisão.
As investigações revelaram que os atuais proprietários do terreno adquiriram a propriedade de uma mulher que atuava como patologista, o que levanta questões sobre a origem dos fetos. Até o momento, não há evidências que indiquem que os fetos foram obtidos por meio de procedimentos ilegais.
O caso gerou grande repercussão na Polônia, um país de maioria católica e que possui uma das legislações mais restritivas da Europa em relação ao aborto.