Em meio a um cenário de tensões e negociações, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o estreito de Hormuz, uma importante rota para o transporte de petróleo, está aberto ao comércio marítimo. A declaração ocorreu um dia após a divulgação de um acordo para encerrar a guerra que se iniciou em fevereiro.
Trump, em sua conta na rede social Truth Social, destacou que
os navios estão começando a sair do estreito de Hormuz, muitos deles carregados de petróleo
. Ele acrescentou que as embarcações estão seguindo por uma rota segura, mencionando também a existência de outras vias de navegação.
Por outro lado, o vice-presidente dos Estados Unidos, J. D. Vance, expressou a expectativa de que o texto do acordo seja divulgado ainda nesta semana, ressaltando que não se espera a cobrança de pedágios para a reabertura do estreito.
É esse tipo de questão que vamos resolver nessas negociações técnicas — afirmou.
Em contraste, o Ministério das Relações Exteriores do Irã anunciou que o acordo prevê a cobrança de taxas de serviços marítimos para os navios que transitarem pela região. O porta-voz do ministério, Esmaeil Baqaei, esclareceu que, embora não se pretenda cobrar pedágios de trânsito, haverá taxas relacionadas a serviços de navegação, proteção ambiental e seguro de navios.
O Irã também expressou uma "profunda desconfiança" em relação aos Estados Unidos, citando uma longa história de desentendimentos. Baqaei comentou que essa desconfiança é um fator que ainda pesa nas relações entre os dois países.
O acordo entre Washington e Teerã está agendado para ser formalmente assinado na próxima sexta-feira, dia 19, na Suíça. A expectativa de normalização do fluxo energético já teve um impacto imediato nos mercados, com os contratos futuros do petróleo Brent apresentando uma queda de cerca de 4%.
O presidente francês, Emmanuel Macron, durante a abertura do G7, declarou que França e Reino Unido estão prontos para liderar uma missão militar de escolta e remoção de minas no estreito de Hormuz, assim que o acordo de paz for confirmado. Macron também afirmou que a cobrança de pedágios não é aceitável e que a prioridade é garantir a circulação dos navios.