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Irã nega isenção de taxas no Estreito de Ormuz após declaração de Trump

Após o anúncio de um acordo de paz entre EUA e Irã, o governo iraniano contradisse a afirmação de Trump sobre a isenção de taxas na navegação do Estreito de Ormuz, esclarecendo que outras taxas serão aplicadas.
Foto: Irã contradiz Trump sobre cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz

O governo iraniano se manifestou nesta segunda-feira (15/6) em resposta às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que anunciou um acordo de paz entre os dois países no domingo (14/6). Trump afirmou que a navegação no Estreito de Ormuz seria isenta de taxas por parte do Irã.

No entanto, Esmail Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, contradisse essa afirmação, esclarecendo que, embora não serão aplicadas tarifas aduaneiras, o país irá impor outras taxas relacionadas a serviços de navegação, seguro e proteção ambiental.

Não estamos buscando aplicar tarifas aduaneiras, mas serão projetadas e cobradas taxas para serviços de navegação, seguro, proteção ambiental, entre outros — afirmou Baghaei, conforme reportado pela agência iraniana Fars.

Trump, ao anunciar o acordo, destacou que a liberação da navegação na rota ocorreria assim que o acordo final fosse assinado. O Paquistão, que atuou como mediador, e os EUA indicaram que a assinatura final deve acontecer nesta sexta-feira (19/6). O presidente americano também declarou:

Autorizo integralmente a abertura do Estreito de Ormuz sem pedágio e, simultaneamente, autorizo a remoção imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos

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