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EUA e Irã firmam acordo para encerrar conflito; assinatura será na sexta

Os Estados Unidos e o Irã anunciaram um acordo para encerrar a guerra iniciada em fevereiro. A assinatura do pacto está marcada para a próxima sexta-feira, na Suíça.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

Os Estados Unidos e o Irã informaram neste domingo (14) que chegaram a um acordo para pôr fim ao conflito que começou em fevereiro deste ano. O entendimento, que visa a normalização do comércio marítimo no golfo Pérsico e a redução das tensões no Oriente Médio, será assinado na próxima sexta-feira (19), na Suíça. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, atuou como mediador nas negociações.

O pacto foi alcançado após mais de três meses de intensas negociações. O presidente americano, Donald Trump, anunciou no sábado (13) que o acordo seria formalizado em 24 horas, embora suas declarações tenham sido recebidas com ceticismo devido a alarmes falsos anteriores.

Em uma publicação na plataforma Truth Social, Trump confirmou a conclusão do acordo, afirmando que

o acordo com a República Islâmica do Irã está agora concluído

. Por sua vez, o regime iraniano declarou que um memorando de entendimento foi finalizado após "meses de longas e difíceis negociações".

Embora os detalhes do acordo ainda não tenham sido divulgados, autoridades de ambos os países afirmaram que foi estabelecida uma estrutura de paz que visa encerrar o conflito, suspender o bloqueio naval dos EUA ao Irã e reabrir o estreito de Hormuz, uma rota crucial para o transporte global de petróleo.

A expectativa de normalização do fluxo energético teve um impacto imediato nos mercados, com os contratos futuros do petróleo Brent caindo cerca de 4% e o petróleo americano WTI registrando uma queda de 4,6%.

Segundo Sharif, o acordo prevê o

fim imediato e permanente das operações militares em todas as frentes

, incluindo o Líbano, onde o conflito entre Israel e o Hezbollah, apoiado pelo Irã, se intensificou após o início da guerra.

Neste domingo, Israel realizou um bombardeio nos subúrbios do sul de Beirute, o que gerou críticas do regime iraniano e do próprio Trump, que afirmou que o ataque "não deveria ter acontecido" em um momento em que as partes estavam próximas de um acordo de paz.

As divergências entre Washington e Tel Aviv ficaram evidentes, já que autoridades israelenses afirmaram que não participaram das negociações e não concordaram em limitar suas operações militares no Líbano.

O rascunho do acordo prevê a liberação de aproximadamente US$ 25 bilhões em ativos iranianos congelados no exterior, em troca do compromisso do Irã de não produzir nem adquirir armas nucleares. Teerã concordou em manter congelado o atual estágio de seu programa nuclear até a conclusão de um acordo definitivo, que incluiria a suspensão do enriquecimento de urânio.

Apesar das tensões, os negociadores conseguiram chegar a um entendimento. Trump anunciou que o estreito de Hormuz será reaberto na sexta-feira e que o bloqueio americano aos portos iranianos será encerrado. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou que o acordo representa apenas a primeira etapa de um processo mais amplo, com um período de 60 dias para discutir questões mais complexas, como sanções econômicas e o futuro do programa nuclear iraniano.

A pressão sobre Trump para assinar um acordo de paz aumentou devido à alta desaprovação popular da guerra e ao aumento recorde nos preços do diesel e gasolina nos EUA. O fechamento do estreito de Hormuz fez com que o preço do barril de petróleo subisse de cerca de US$ 72 antes do início do conflito para um pico de US$ 126 no final de abril.

A agência estatal de mídia do Líbano informou que, em decorrência do bombardeio israelense, duas pessoas morreram e quatro ficaram feridas.

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