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Suíça rejeita proposta de limite populacional em referendo

Os suíços decidiram, em referendo, rejeitar a proposta da direita radical que visava limitar a população do país a 10 milhões até 2050, com 55% dos votos contra a medida.
Foto: G1

Os cidadãos suíços rejeitaram a proposta de limitar a população do país, apresentada pela direita radical, segundo projeções do instituto de pesquisas gsf.bern. A votação, que se esperava acirrada, resultou em 55% de votos contrários à iniciativa, conforme divulgado 30 minutos após o fechamento das zonas eleitorais.

A diretora da organização patronal Economiesuisse, Monika Rühl, expressou alívio e satisfação com o resultado, considerando-o importante para o país e suas relações com a União Europeia (UE). O governo, o Parlamento, os principais partidos políticos, sindicatos e entidades patronais se opuseram à medida.

Caso a proposta fosse aprovada, poderia prejudicar as relações comerciais da Suíça com a UE, com a qual mantém laços econômicos estreitos, apesar de não ser membro do bloco. A proposta, apresentada pela União Democrática do Centro (UDC), pretendia limitar a imigração para que a população permanente não superasse 10 milhões de pessoas até 2050.

Atualmente, os estrangeiros representam mais de 25% da população suíça. Os defensores da proposta argumentavam que a medida era necessária para evitar problemas como escassez de moradias, aumento dos aluguéis, urbanização descontrolada, congestionamentos, superlotação de trens, aumento da criminalidade, sobrecarga no sistema de saúde e queda na qualidade do ensino.

Em outro referendo, os suíços aprovaram, segundo estimativas iniciais, uma proposta de lei que endurece o acesso ao serviço civil, em um contexto de tensões geopolíticas e a guerra na Ucrânia, que leva diversos países a reforçar seus exércitos.

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