Na manhã deste sábado (13), o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou que os Estados Unidos e o Irã chegaram a um consenso sobre os termos de um acordo de paz, que visa encerrar o conflito que perdura há meses no Oriente Médio.
Sharif informou que o Paquistão está se preparando para uma assinatura eletrônica do acordo, que deve ocorrer nas próximas 24 horas, seguida por negociações técnicas na semana seguinte. Em sua conta no X, ele expressou gratidão aos EUA e ao Irã pelo compromisso nas negociações e destacou a importância do acordo para a paz duradoura na região.
A expectativa de um acordo ganhou força após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar na quinta-feira (11) que os negociadores haviam chegado a um consenso. Inicialmente, o Irã afirmou que nada estava definido, mas posteriormente, o chanceler iraniano declarou que um acordo de paz estava mais próximo do que nunca.
Embora os detalhes do acordo ainda não tenham sido oficialmente divulgados, fontes da imprensa norte-americana e iraniana relataram alguns pontos principais. A CNN Internacional, com base em fontes iranianas, indicou que o memorando prevê um novo cessar-fogo de 60 dias em todas as frentes, a reabertura imediata do Estreito de Ormuz sem taxas para embarcações, e a flexibilização progressiva das sanções ao Irã.
Por outro lado, a agência de notícias Reuters obteve informações de uma fonte do governo dos EUA, que confirmou a reabertura do Estreito de Ormuz e o desmantelamento do programa nuclear iraniano, além de que o Irã não receberá dinheiro de ativos congelados até cumprir sua parte do acordo.
A imprensa estatal iraniana, no entanto, afirmou que Teerã não abrirá mão do controle do Estreito de Ormuz e do direito de enriquecer urânio, e que o memorando deve incluir a suspensão das sanções dos EUA e a retirada das forças militares norte-americanas da região.
Trump, por sua vez, criticou o Irã por divulgar informações à imprensa e afirmou que os detalhes do acordo eram falsos. No entanto, ele também compartilhou uma mensagem do chanceler iraniano, que indicava que um acordo estava próximo.
A possibilidade de um acordo surge em meio a uma escalada de ataques entre os dois países, que recomeçaram após a queda de um helicóptero militar dos EUA na região do Estreito de Ormuz. Após esse incidente, Trump acusou o Irã de atacar a aeronave e prometeu retaliar, resultando em bombardeios de sistemas de defesa iranianos.
A situação continua tensa, e a assinatura do acordo de paz pode representar um passo significativo para a estabilidade na região.