O nome do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi removido do Kennedy Center, em Washington, na madrugada deste sábado (13). A ação ocorreu menos de seis meses após a alteração do nome, que agora é considerada inválida por uma decisão judicial.
Os trabalhos de remoção começaram por volta da 1h20, horário local, e foram realizados por equipes que montaram andaimes e cobriram a estrutura com lonas. A retirada das letras do prédio durou cerca de 30 minutos e foi finalizada por volta das 3h10.
A decisão judicial que levou à remoção do nome de Trump foi proferida pelo juiz federal Christopher Cooper, que determinou que apenas o Congresso tem autoridade para alterar o nome do tradicional centro de artes, inaugurado em 1971 em homenagem ao ex-presidente John F. Kennedy.
Em dezembro do ano passado, o conselho diretor do Kennedy Center, presidido por Trump, havia aprovado a mudança do nome para
The Donald J. Trump and The John F. Kennedy Memorial Center for the Performing Arts
. A instalação da nova identificação começou no dia seguinte à aprovação.
O Departamento de Justiça havia solicitado uma extensão de 12 horas para cumprir a ordem de remoção, alegando que tempestades poderiam colocar em risco a segurança dos trabalhadores. No entanto, o juiz Cooper rejeitou o pedido de suspensão da ordem de remoção.
A deputada democrata Joyce Beatty, autora da ação judicial, criticou o pedido do governo, classificando-o como "injustificável" e parte de um "padrão de descumprimento". O governo recorreu à Corte de Apelações do Distrito de Colúmbia, que também negou o pedido de suspensão.
Além da controvérsia sobre o nome, Trump anunciou em fevereiro o fechamento do Kennedy Center por dois anos para uma ampla reforma, parte de um plano mais amplo para remodelar monumentos e espaços simbólicos em Washington.