Uma mulher foi resgatada em Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa, após relatar ter sido mantida em cárcere privado e agredida fisicamente, psicologicamente e moralmente por cerca de um mês. O suspeito, que é apontado como seu companheiro, foi detido e o caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam Sul).
A vítima procurou a delegacia na sexta-feira (12), acompanhada de sua mãe e irmã, e apresentava lesões visíveis em várias partes do corpo. Ela contou que sofria violência constante em sua residência e que era vigiada permanentemente pelo agressor.
Segundo o relato, o homem teria quebrado o celular da mulher, impedindo-a de se comunicar com familiares e amigos. Além disso, ela afirmou que era obrigada a acompanhá-lo em todos os deslocamentos, incluindo atividades de trabalho, sem ter a liberdade de ficar sozinha.
As agressões se intensificaram no dia 8 de junho, quando a mulher foi espancada, resultando em ferimentos graves, como hematomas nos olhos, escoriações pelo corpo, lesões na boca e a quebra de dois dentes.
A mulher conseguiu escapar na quinta-feira (11), criando um pretexto para sair de casa sem o suspeito. Ao deixar o imóvel, ela buscou ajuda na casa da mãe e recebeu apoio familiar para denunciar a situação.
Após o registro da ocorrência, a vítima foi encaminhada para a realização de exame de corpo de delito, que será incluído no inquérito policial.
A Polícia Civil informou que o suspeito já está preso, mas as investigações continuam para coletar mais informações sobre o caso. Nos próximos dias, familiares, pessoas próximas à vítima e o próprio investigado serão ouvidos.
O inquérito está sob a responsabilidade da Deam Sul, que investiga as circunstâncias das agressões e do cárcere privado.
Este caso ocorreu no Dia dos Namorados, uma data que normalmente celebra o amor, mas que também destaca a persistência da violência doméstica e familiar contra mulheres. As autoridades de segurança pública e a rede de proteção às vítimas continuam a trabalhar para enfrentar esse problema.
Mulheres que enfrentam qualquer tipo de violência podem buscar ajuda nas delegacias especializadas, contatar a Polícia Militar pelo telefone 190 ou a Central de Atendimento à Mulher pelo número 180.