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Ativista iraniana é deportada dos EUA para a República Centro-Africana

Uma ativista iraniana pró-democracia foi deportada dos Estados Unidos para a República Centro-Africana, conforme informou sua advogada. Outras duas mulheres estão em risco de deportação.
Foto: G1

Na última sexta-feira (12), a advogada Emily Trostle confirmou que uma ativista iraniana, defensora da democracia, foi deportada dos Estados Unidos para a República Centro-Africana. A deportação ocorreu após um alerta do Fundo de Defesa Jurídica Irano-Americano (IALDF) sobre o risco de deportação de três mulheres iranianas que haviam fugido de perseguições, incluindo uma que se converteu ao cristianismo.

Trostle expressou preocupação com a segurança das deportadas, afirmando que

elas não têm absolutamente nenhuma ligação com esse lugar

e que havia enviado informações detalhadas sobre os perigos que enfrentariam. A advogada também mencionou que o voo com a deportada teria como destino Bangui, a capital da República Centro-Africana, passando por Accra, em Gana.

A situação é alarmante, pois as mulheres deportadas estão sendo enviadas para um país onde não possuem status legal, conexões ou suporte. Trostle teme que, eventualmente, elas sejam forçadas a retornar aos países de origem, de onde fugiram devido a perseguições.

Os acordos entre os Estados Unidos e países como Gana e a República Centro-Africana permitem a deportação de indivíduos que não podem ser enviados de volta para seus países de origem. O Departamento de Segurança Interna dos EUA afirmou que todos os deportados receberiam o devido processo legal, embora grupos de direitos humanos questionem a transparência desses acordos e relatem que muitos deportados acabam sendo repatriados à força.

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