O governo dos Estados Unidos emitiu um alerta nesta quinta-feira (11/6) para influenciadores digitais estrangeiros que desejam produzir conteúdo remunerado no país utilizando visto de turista. A nota, divulgada pela Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) e pelo Departamento de Segurança Interna (DHS), enfatiza que a criação de conteúdo com fins comerciais é considerada uma atividade profissional, que requer autorização migratória específica.
As autoridades afirmam que entrar nos Estados Unidos com o propósito de gerar conteúdo e receber remuneração durante a estadia é classificado como trabalho, o que exige o visto adequado. O governo alerta que visitantes que recebem pagamento de fontes localizadas nos EUA enquanto estiverem no país podem estar infringindo as condições de entrada estabelecidas pelo visto.
Atualmente, as autoridades não forneceram detalhes sobre como a fiscalização será realizada ou se já houve autuações relacionadas a essa prática. Segundo as regras migratórias dos EUA, o visto de turista B-2 é destinado a viagens de lazer, férias, visitas familiares e tratamentos médicos, e não permite o exercício de atividades profissionais nem a obtenção de renda por trabalhos realizados em território americano.
O descumprimento dessas regras pode resultar em consequências severas, como o cancelamento do visto, deportação e dificuldades para futuras entradas no país. Para influenciadores digitais e criadores de conteúdo, uma alternativa é o visto O-1, que é destinado a profissionais com habilidades extraordinárias em áreas como artes, esportes, ciência e negócios. Essa categoria permite a realização de atividades remuneradas, incluindo ações publicitárias e contratos com marcas.