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Janja defende encontros com evangélicas e critica Malafaia

A primeira-dama Janja respondeu às críticas do pastor Silas Malafaia sobre seus encontros com mulheres evangélicas, chamando-o de "insignificante" e destacando a importância de todas as mulheres.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, se manifestou nesta segunda-feira, 8, em resposta às críticas do pastor Silas Malafaia. O pastor havia zombado dos encontros que Janja tem promovido com mulheres evangélicas, afirmando que elas não têm expressão no mundo evangélico.

Durante sua participação no IV Encontro de Evangélicos e Evangélicas do PT, realizado na sede do partido, Janja não hesitou em rebater Malafaia, afirmando que ele é "insignificante".

Ele teve a cara de pau de ir numa rede social e falou que eu estava conversando com mulheres insignificantes. Insignificante é ele porque toda mulher para mim é importante — declarou, recebendo aplausos da plateia.

A primeira-dama também comentou que não considera Malafaia um pastor, concordando com uma militante que criticou o líder religioso, fundador da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. Janja iniciou seus encontros com mulheres evangélicas no ano passado, em um contexto onde os evangélicos representam quase um terço da população brasileira, conforme dados do Censo do IBGE de 2022.

As pesquisas indicam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, enfrenta desafios para conquistar o voto de evangélicos e do público feminino. Malafaia apoia a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto.

O PT tem se esforçado para se aproximar dos evangélicos, embora Lula não tenha comparecido à Marcha para Jesus, realizada em São Paulo no dia 4 de outubro. O presidente justificou sua ausência, afirmando que não deseja explorar politicamente a fé, delegando essa tarefa ao ministro-chefe da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, que é evangélico. Flávio Bolsonaro, por sua vez, esteve presente e discursou no evento.

Durante o encontro do PT, Janja ressaltou que Lula é católico e sente falta de ir à missa, mas não quer que a igreja se torne um palanque político. Ela destacou a importância de considerar que, se não utilizarem a fé de maneira correta, outros o farão.

Sei que esse é um ano difícil, a gente vai para uma disputa eleitoral e a gente tem de ir com o coração tranquilo — afirmou.

A primeira-dama enfatizou que a disputa de narrativas deve ocorrer em todos os espaços e que o PT se isolou das igrejas.

A gente acabou vestindo uma carapuça que não é nossa e precisa voltar para dentro das igrejas. Somos nós, mulheres, que vamos decidir essa eleição

, insistiu.

O presidente do PT, Edinho Silva, alinhou-se à fala de Janja, mencionando que se reúne frequentemente com o Núcleo Evangélico do partido para desenvolver uma nova estratégia de aproximação com esse segmento. Ele também utilizou termos que ressoam com os evangélicos em seus discursos, destacando a figura de Maria Madalena como central no Evangelho.

Antes de encerrar sua participação no evento para se dirigir a uma reunião da coordenação da campanha de Lula, Edinho fez uso de várias citações bíblicas, afirmando que, nas próximas eleições, os brasileiros terão que escolher entre o caminho das armas e o do Evangelho, onde todos têm "vida em abundância".

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