Um ex-prefeito de Ourilândia do Norte, no Pará, foi acusado de feminicídio após matar a ex-esposa, Léia, durante uma conversa sobre divórcio em seu escritório. O crime ocorreu na quarta-feira, 3 de outubro.
De acordo com a Polícia Civil, o político, que atualmente exercia o cargo de vereador, teria atirado na nuca da empresária enquanto ela estava sentada em uma cadeira. Após o disparo, ele se suicidou, sendo encontrado morto no banheiro do estabelecimento.
Léia foi socorrida e levada para a UTI do Hospital Regional da PA-279, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu na tarde de quinta-feira, 4 de outubro.
O delegado Elioenai de Jesus informou que as imagens do local mostram que o ex-prefeito fez um único disparo e que não houve discussão entre o casal, indicando que o feminicídio pode ter sido premeditado.
O ex-prefeito, conhecido como Dr. Veloso, foi um dos pioneiros de Ourilândia e exerceu quatro mandatos na prefeitura antes de ser eleito para o Legislativo em 2024. Ele e Léia tinham dois filhos adolescentes.
A Prefeitura de Ourilândia do Norte decretou luto oficial de três dias pela morte do ex-prefeito e divulgou notas lamentando as mortes. O velório ocorreu na Maçonaria local.
Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde indicam que 3.642 mulheres foram assassinadas no Brasil em 2024, refletindo uma taxa de 3,4 mortes a cada 100 mil mulheres. A Lei do Feminicídio, que tipifica esse crime no Brasil, foi sancionada em 9 de março de 2015.
Para apoio emocional, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece atendimento gratuito 24 horas pelo número 188 ou pelo site www.cvv.org.br.
Além disso, o Mapa Saúde Mental disponibiliza informações sobre diversos tipos de atendimento em www.mapasaudemental.com.br.