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Estudo revela hábitos de consumo de sal entre idosos brasileiros

Uma pesquisa analisou o hábito de adicionar sal à comida entre idosos, revelando que a prática é mais comum entre homens e associada a padrões alimentares específicos.
Foto: Foto colorida de pessoal adicionando sal na comida - Metrópoles

Um estudo recente publicado na revista Frontiers in Public Health investigou o hábito de adicionar sal aos alimentos prontos entre idosos brasileiros. A pesquisa, que analisou dados de 8.336 pessoas com 60 anos ou mais, faz parte do Inquérito Nacional de Alimentação da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017–2018, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os resultados indicam que essa prática é mais frequente entre homens, com 12,7% deles relatando o hábito, em comparação a 9,4% das mulheres. A professora associada da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Flávia dos Santos Barbosa Brito, primeira autora do estudo, destacou que o hábito de adicionar sal à mesa é relativamente comum entre os idosos.

A pesquisa também revelou que, entre os homens, a adição de sal é mais prevalente entre aqueles que não seguem uma dieta para controle da hipertensão arterial e que vivem sozinhos. Para as mulheres, o hábito foi mais observado entre aquelas que não seguem dieta para hipertensão, que não consomem frutas e vegetais, e que têm uma maior ingestão de alimentos ultraprocessados.

Os pesquisadores sugerem que a exposição frequente a alimentos ricos em sódio pode influenciar as preferências alimentares por sabores mais salgados, embora o estudo não tenha investigado diretamente as razões para essas associações.

O consumo excessivo de sal é uma preocupação de saúde pública, pois está relacionado ao aumento da pressão arterial e ao risco de doenças cardiovasculares e renais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda um limite de 5 gramas de sal por dia, enquanto a ingestão média de sódio entre adultos brasileiros foi estimada em 2.432 miligramas, equivalente a cerca de 6,1 gramas de sal.

Os autores do estudo ressaltam que o uso discricionário de sal, que inclui o sal adicionado durante o preparo e à mesa, pode representar entre 6% e 20% do consumo total. Embora a pesquisa não estabeleça relações de causa e efeito, ela ajuda a identificar grupos que podem se beneficiar de estratégias para reduzir o consumo de sal.

Compreender os fatores associados ao hábito de adicionar sal à comida é fundamental para o desenvolvimento de ações de educação alimentar, visando um envelhecimento saudável e a prevenção de doenças relacionadas ao consumo excessivo de sódio.

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