Uma mulher de 37 anos, identificada como Estela de Jesus da Silva, está sendo investigada pela Polícia Civil de Santa Catarina por crimes de falsa identidade e estelionato. Ela viveu por aproximadamente 14 meses com uma família que acreditava estar acolhendo uma criança em situação de vulnerabilidade.
De acordo com as investigações, Estela procurou uma igreja evangélica na região em 2024, alegando ter fugido de casa após sofrer maus-tratos. Sem documentos, ela afirmava ter apenas 12 anos e, para justificar sua aparência, dizia ter autismo e outros problemas de saúde, além de relatar ter passado por tratamentos hormonais na infância.
A história sensibilizou os membros da comunidade religiosa, levando uma família a acolhê-la em sua casa e tratá-la como filha. Durante o tempo em que viveu com eles, Estela adotou comportamentos infantis, utilizando chupetas e mamadeiras, e chegou a ter uma festa de aniversário de 12 anos organizada em sua homenagem.
A família estava em processo de formalizar sua adoção, mas a situação começou a mudar após uma denúncia de uma pessoa que desconfiou da identidade da suposta adolescente. Investigadores da polícia realizaram diligências e descobriram que Estela era, na verdade, uma mulher adulta.
Em depoimento, a suspeita admitiu ter mentido sobre sua idade e identidade. Informações da polícia indicam que ela possui antecedentes por casos semelhantes em outros estados do Brasil. O delegado responsável pela investigação busca esclarecer se houve obtenção de vantagens financeiras durante o período em que viveu com a família e se existem outras vítimas da mesma estratégia.
O caso continua sendo apurado pela Polícia Civil de Santa Catarina.