A Ucrânia conduziu uma série de ataques com drones na cidade de São Petersburgo, na Rússia, nesta quarta-feira (3). A ofensiva atingiu áreas militares e de infraestrutura, ocorrendo horas antes do início de um fórum econômico anual promovido por Moscou, que visa atrair investimentos estrangeiros.
Um dos alvos foi uma instalação militar localizada em Kronstadt, uma ilha próxima à cidade. O governo ucraniano divulgou imagens dos drones bombardeando a base naval.
Outro local atingido foi um terminal de petróleo, onde vídeos postados nas redes sociais mostraram colunas de fumaça e explosões.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, destacou no Telegram que os alvos escolhidos eram "puramente" militares, em resposta às acusações da Rússia sobre ataques a áreas civis.
No mesmo dia, o governo local russo em Donetsk, região controlada por Moscou, acusou a Ucrânia de ter atingido um ônibus de turismo com um drone, resultando na morte de sete pessoas.
Um dia antes, a Rússia havia realizado vários ataques aéreos contra a Ucrânia, resultando na morte de 22 pessoas e 138 feridos, conforme balanço das autoridades ucranianas. Os ataques atingiram 38 locais em diversas partes do país.
A Rússia classificou sua ofensiva como uma resposta a "atos terroristas
e afirmou que a guerra entre os dois países entrou em
um novo paradigma" após ataques ucranianos contra civis russos.
O Ministério da Defesa da Rússia informou que utilizou mísseis hipersônicos e drones para atacar regiões estratégicas na Ucrânia, incluindo instalações de combustível e aeródromos militares.
Entre os ataques citados pelo Kremlin está um ocorrido em Luhansk, onde um dormitório estudantil foi atingido, resultando na morte de 18 pessoas. O presidente russo, Vladimir Putin, prometeu retaliação após esse incidente.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia também acusou a Ucrânia de tentar desestabilizar a região do Mar Negro com ataques de drones contra embarcações civis.