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Wallber critica políticos e relaciona resistência à decisão dos EUA sobre PCC e CV com facções

O deputado Wallber Virgolino criticou a falta de estratégias eficazes no combate ao crime organizado e afirmou que a classe política teme investigações dos EUA sobre facções como PCC e CV.
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Durante uma entrevista ao programa Liga 360 Debate, na última sexta-feira (29), o deputado estadual Wallber Virgolino (PL) fez duras críticas à condução das políticas de segurança pública no Brasil. Ele atribuiu o crescimento das facções criminosas à falta de estratégias eficazes por parte dos governos federais ao longo das últimas décadas.

Wallber argumentou que o país não conseguiu desenvolver um plano nacional consistente para enfrentar o crime organizado, o que teria favorecido o fortalecimento dessas organizações.

Me mostre um plano de Collor, Fernando Henrique, Lula, Dilma, Temer, Bolsonaro e Lula novamente. Não existe. São pessoas erradas nos lugares errados. Os ministros da Justiça que passaram por esses governos nunca combateram o crime organizado — afirmou.

O deputado também comentou a recente decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Segundo ele, a resistência de alguns políticos a essa medida estaria relacionada ao receio de investigações mais profundas.

A Classe Política Não Quer Essa Classificação Porque Está Envolvida

A classe política não quer essa classificação porque está envolvida. Governador, senador, deputado, vereador ou prefeito quer que os Estados Unidos investiguem? Não quer, porque sabe o que pode acontecer — declarou.

Wallber aproveitou a oportunidade para abordar a situação da segurança pública em Cabedelo, onde ele afirma ter alertado sobre a presença e a influência de facções criminosas. Ele criticou a falta de ações efetivas dos órgãos responsáveis pelo combate ao crime, que, segundo ele, contribuíram para o agravamento do cenário.

Desde 2022 eu denuncio essa situação. Vieram perceber só agora. Houve omissão do Ministério Público, do Judiciário, da Polícia Civil e da Polícia Militar. Cabedelo chegou a esse ponto porque ninguém agiu. A cidade não tem 20 traficantes e, mesmo assim, o problema não é resolvido. Falta vontade e profissionalismo — concluiu.

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