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Crescimento de fundos ligados ao PCC é investigado em operação

Quatro fundos de investimento investigados na Operação Fluxo Oculto tiveram um aumento patrimonial de mais de 200% em um ano, conforme o Ministério Público de São Paulo.
Foto: Metropoles

A Operação Fluxo Oculto, deflagrada nesta quinta-feira (28/5) pelo Ministério Público de São Paulo, Receita Federal, Agência Nacional do Petróleo (ANP) e outros órgãos, investiga quatro fundos de investimento que apresentaram um crescimento patrimonial superior a 200% em pouco mais de um ano. Esses fundos, que somam um patrimônio estimado em R$ 205 milhões, são suspeitos de serem utilizados para ocultar recursos relacionados a um esquema de lavagem de dinheiro no mercado de combustíveis.

De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o aumento expressivo dos fundos chamou a atenção das autoridades, pois ocorreu em paralelo à expansão de atividades ilícitas, como adulteração de combustíveis e fraudes tributárias. Os investigadores apontam que os recursos movimentados pelo grupo passavam por fintechs, empresas de fachada, distribuidoras e postos de combustíveis antes de serem direcionados aos fundos.

A utilização desses instrumentos financeiros teria como objetivo dificultar o rastreamento do dinheiro e ocultar os verdadeiros beneficiários das movimentações. Além dos fundos, a investigação também abrange empresas do setor de combustíveis, operadores financeiros e indivíduos suspeitos de envolvimento em esquemas de desvio de nafta petroquímica.

Nesta fase da operação, a Justiça autorizou 55 mandados de busca e apreensão em estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná.

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