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Operação Falsa Las Vegas expõe esquema de luxo do PCC

A Operação Falsa Las Vegas revela um sofisticado esquema de apostas ilegais e lavagem de dinheiro ligado ao PCC, com apreensões de bens de alto valor, incluindo um helicóptero e embarcações.
Foto: Metropoles

A Operação Falsa Las Vegas, realizada pela Polícia Civil de São Paulo, desvendou um complexo esquema de apostas ilegais e lavagem de dinheiro vinculado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação, deflagrada em 28 de maio, resultou na apreensão de um helicóptero registrado em nome de Eduardo Moreno Lopes, conhecido como "Tio", que é considerado um dos principais operadores financeiros da facção.

Eduardo Lopes é apontado como parte da "cúpula estratégica" do esquema, responsável por coordenar o fluxo de dinheiro ilícito da organização criminosa. As investigações indicam que o grupo atuava como um braço financeiro do PCC, oferecendo estruturas para lavagem de dinheiro através de plataformas clandestinas de apostas, fintechs e empresas de fachada.

Os investigadores relataram que o dinheiro era movimentado por diversas empresas e plataformas digitais antes de ser reintegrado à economia formal. Além do helicóptero, a operação revelou outros bens de luxo, como uma embarcação Azimut 560, avaliada em R$ 15 milhões, apreendida durante a Operação Falso Mercúrio, que precedeu a Falsa Las Vegas.

Documentos apreendidos mostram que a organização utilizava plataformas de apostas, como a "Black Vegas

, para operar jogos clandestinos. A plataforma, hospedada fora do Brasil, aceitava pagamentos principalmente via PIX. Outra plataforma,

Aposte Fácil", apresentava-se como legal ao fazer referências a sistemas formais de pagamento.

A sede da ASX Participações e Tecnologia foi identificada como o centro operacional do esquema, onde foram encontrados registros financeiros e documentos relacionados à movimentação de grandes quantias de dinheiro. A polícia descobriu um sistema sofisticado de conversão de dinheiro em espécie em depósitos bancários fracionados, utilizando contas de passagem e empresas registradas em nome de laranjas.

As investigações também revelaram que pessoas sem atividade empresarial real eram usadas como proprietárias formais das empresas do esquema. Um depoimento indicou que um homem apenas emprestou seus documentos pessoais em troca de pagamentos mensais, enquanto outros controlavam a movimentação financeira.

O grupo possui vínculos com integrantes do PCC, incluindo pessoas associadas ao assassinato de Antonio Vinicius Lopes Gritzbach. Nesta fase da operação, a Justiça autorizou cinco prisões preventivas, 22 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de mais de R$ 5,2 bilhões em bens e ativos financeiros, incluindo 76 imóveis sequestrados.

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