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Queiroga critica PEC que altera jornada de trabalho e escala 6×1

Marcelo Queiroga, ex-ministro da Saúde, expressou preocupações sobre a PEC que propõe a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1, considerando a discussão influenciada por interesses eleitorais.
Foto: Fonte 83

O ex-ministro da Saúde e pré-candidato ao Senado, Marcelo Queiroga, manifestou sua oposição à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa reduzir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e extinguir a escala 6×1. Em entrevista ao programa CBN João Pessoa, Queiroga argumentou que o debate atual é inadequado e permeado por interesses eleitorais.

Ele destacou que, embora haja um desejo genuíno de beneficiar os trabalhadores, é crucial avaliar se essa mudança realmente trará vantagens. Queiroga alertou que, dependendo da implementação, a proposta pode acarretar impactos econômicos negativos.

A Câmara dos Deputados já aprovou, em dois turnos, o texto-base da PEC, que prevê uma redução gradual da jornada de trabalho em até 14 meses, alterando o modelo tradicional de seis dias de trabalho para um de descanso.

Queiroga enfatizou que a discussão deveria ocorrer em um contexto político diferente, afirmando que o debate atual está contaminado por uma agenda eleitoral, o que pode resultar em decisões enviesadas. Ele também criticou propostas mais radicais, como a escala 4×3, que, segundo ele, tornam a discussão tóxica.

O ex-ministro relacionou a questão à situação fiscal do país, afirmando que o governo federal está promovendo pautas populares sem considerar os impactos econômicos a longo prazo. Para ele, essa abordagem é irresponsável e pode se transformar em uma armadilha para os trabalhadores.

Ao abordar mudanças nas leis trabalhistas, Queiroga mencionou a reforma aprovada durante o governo Michel Temer, ressaltando que houve avanços significativos e redução de litígios. Ele alertou que o próximo governante enfrentará desafios fiscais consideráveis a partir de 2027.

A votação da PEC também revelou divisões políticas na bancada paraibana da Câmara. Apesar das críticas da oposição, a maioria dos deputados do estado apoiou a proposta, com diversos parlamentares votando a favor.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, teve um papel central na tramitação da matéria, que agora será enviada ao Senado para análise.

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