Na manhã desta quinta-feira, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Receita Federal iniciaram uma nova fase da Operação Carbono Oculto. A operação investiga a presença do Primeiro Comando da Capital (PCC) no mercado de combustíveis.
Foram expedidos 55 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná. Os principais alvos da ação são empresários, operadores financeiros e indivíduos suspeitos de atuarem como 'laranjas' para a organização criminosa.
Os investigadores afirmam que, mesmo após fases anteriores da operação, o grupo conseguiu manter um esquema complexo de lavagem de dinheiro, adulteração de combustíveis e evasão fiscal. As apurações revelam que os investigados reorganizaram empresas, mudaram quadros societários e movimentaram recursos por meio de diversas fintechs, dificultando o rastreamento financeiro.
Um dos pontos críticos identificados é que dezenas de postos de combustíveis operavam concentrados em uma única conta bancária, uma estratégia para ocultar a origem e o destino dos valores movimentados. Além disso, o esquema teria transferido operações financeiras para empresas recém-criadas, substituindo aquelas já expostas em investigações anteriores.
O Ministério Público aponta que o núcleo do esquema criminoso seria liderado por Mohamad Hussein Mourad, conhecido como 'Primo', e Roberto Augusto Leme da Silva, o 'Beto Louco'. A suspeita é que o grupo mantenha laços com o PCC, utilizando o setor de combustíveis para lavar dinheiro e ocultar patrimônio.
As investigações continuam em andamento, com o objetivo de identificar o fluxo financeiro completo do esquema e outros possíveis envolvidos.
Fonte: Metropoles