Um esquema de corrupção e fraude bancária está sendo investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) no Banco de Brasília (BRB). A Operação Crédito Corrompido, deflagrada recentemente, revelou a liberação irregular de empréstimos consignados e créditos de alto valor.
De acordo com as investigações, o grupo criminoso era composto por correspondentes bancários, conhecidos como “pastinhas”, gerentes do banco e operadores financeiros. Os “pastinhas” abordavam potenciais clientes, especialmente professores temporários, em redes sociais, apresentando-se como representantes do BRB.
Para facilitar as operações, o grupo utilizava documentos falsificados, como contracheques, que eram enviados a gerentes envolvidos no esquema. Após a aprovação fraudulenta dos empréstimos, parte do montante era repassada ao grupo como “comissão”, e em alguns casos, os gerentes desviavam valores diretamente das contas das vítimas.
Além disso, a investigação revelou uma segunda frente, onde empréstimos milionários eram liberados mediante pagamento de propina a funcionários do banco. Operadores financeiros atuavam em conjunto com gerentes para aprovar essas operações em troca de vantagens financeiras.
A estrutura criminosa foi dividida em núcleos pela PCDF. Um núcleo era responsável pela captação de clientes e pela falsificação de documentos, enquanto outro atuava como intermediário entre os correspondentes e os gerentes do banco. Os gerentes investigados tinham a função de liberar empréstimos para clientes inelegíveis e aprovar créditos de alto valor.
A operação resultou em 16 mandados de busca e apreensão em diversas localidades, incluindo o Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro. A Justiça também determinou o bloqueio de mais de R$ 1 milhão, relacionados a um gerente suspeito de lavagem de dinheiro através de uma empresa de fachada.
Os envolvidos podem enfrentar acusações de peculato, corrupção ativa e passiva, estelionato contra a Administração Pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas que podem chegar a 30 anos de prisão.
Fonte: Metropoles