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PF investiga delação de ex-presidente do BRB sobre fraudes

A Polícia Federal mantém a possibilidade de delação premiada com Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, preso na Operação Compliance Zero. A investigação foca em fraudes e o 'caminho do dinheiro'.
Foto: PF

A Polícia Federal (PF) está avaliando a possibilidade de um acordo de delação premiada com Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), que se encontra preso preventivamente desde abril deste ano, em decorrência da Operação Compliance Zero. A PF não descartou a colaboração de Costa, que poderia incluir a devolução de valores relacionados às fraudes investigadas e informações sobre o 'caminho do dinheiro', um aspecto crucial para o avanço das negociações.

Entretanto, a formalização do acordo depende da apresentação de fatos novos, relevantes e que possam ser comprovados. Paulo Henrique Costa é alvo de investigações por sua suposta participação em irregularidades envolvendo o BRB e o Banco Master. Um relatório da PF, enviado ao ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF), indica indícios de envolvimento direto do banco nas fraudes em questão.

As investigações revelaram mensagens trocadas entre Costa e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Em uma dessas conversas, Costa mencionou que os dois estavam 'juntando suas vidas', após negociações envolvendo imóveis de luxo em São Paulo. Os imóveis teriam sido utilizados como contrapartida a investimentos bilionários do BRB no Banco Master, com a PF suspeitando que Costa tenha aceitado receber seis imóveis avaliados em cerca de R$ 146 milhões, dos quais aproximadamente R$ 74 milhões já teriam sido pagos.

Um dos apartamentos, localizado no condomínio Heritage, no Itaim Bibi, em São Paulo, está avaliado em cerca de R$ 45 milhões. A análise das mensagens indica um fluxo contínuo de comunicação entre os envolvidos, discutindo valores e o andamento das negociações, que foram abruptamente interrompidas. A PF suspeita que Vorcaro tenha sido alertado de forma irregular sobre a investigação, o que teria levado à paralisação das tratativas.

As transações imobiliárias foram um dos principais fundamentos para o pedido de prisão de Paulo Henrique Costa e do advogado Daniel Monteiro. Costa foi detido em 16 de abril de 2026, durante a quarta fase da Operação Compliance Zero, e atualmente está encarcerado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

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