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Investigação da PF aponta vínculos de Castro com Banco Master

A Polícia Federal investiga a atuação do ex-governador Cláudio Castro em transferências de R$ 3 bilhões do Rioprevidência para o Banco Master, destacando seu alinhamento político com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

A Polícia Federal (PF) investiga a relação do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, com o Banco Master, em um esquema que envolve transferências de R$ 3 bilhões do Rioprevidência. A operação, parte da oitava fase da Operação Compliance Zero, resultou em mandados de busca e apreensão na manhã desta terça-feira.

De acordo com a PF, Castro mantinha um "vínculo próximo" e um "alinhamento político" com o banqueiro Daniel Vorcaro, conforme mencionado no pedido de autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão do ministro André Mendonça ressalta o papel relevante de Castro na facilitação dos investimentos do Rioprevidência no Banco Master.

A investigação aponta que houve um sincronismo entre encontros entre Castro e Vorcaro e os subsequentes aportes financeiros do Regime Próprio de Previdência Social. Conversas encontradas no celular de Vorcaro indicam que a liberação de investimentos estava condicionada a esse alinhamento político.

O Rioprevidência, fundo de previdência dos servidores do estado, aplicou R$ 970 milhões em letras financeiras do Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central e é suspeito de operar com créditos de alto risco. Além disso, a PF investiga aplicações de R$ 2,01 bilhões em fundos de investimento ligados ao banco, totalizando cerca de R$ 3 bilhões.

Os investigadores afirmam que a atuação de Castro não se restringiu a contatos institucionais, mas envolveu um relacionamento pessoal estreito com Vorcaro, caracterizado por encontros frequentes, inclusive em ambientes privados e no exterior, que coincidiam com os aportes financeiros do Rioprevidência.

Esse relacionamento teria possibilitado o alinhamento político necessário para a liberação dos investimentos e a nomeação de dirigentes do Rioprevidência em posições estratégicas, o que levantou suspeitas sobre a conformidade das decisões com as normas regulatórias.

Além de Castro, outros indivíduos, incluindo lobistas e ex-diretores do Rioprevidência, também foram alvos das diligências. A PF destaca que a mudança na diretoria do fundo, a supressão de etapas técnicas e a falta de justificativas formais para as operações reforçam a suspeita de interferência política nas aplicações.

Esta é a segunda vez em um curto período que o ex-governador é alvo de investigações da PF. Em uma operação anterior, foram apreendidos dispositivos eletrônicos relacionados a ele, no contexto de investigações sobre suas ligações com o Grupo Refit.

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