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PT assume gestão das redes sociais de Lula para intensificar ataques

O presidente Lula transferiu a gestão de suas redes sociais para o PT, visando uma atuação mais combativa e focada na imagem política, especialmente contra Flávio Bolsonaro.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu transferir a administração de suas redes sociais para o PT, o que promete uma postura mais agressiva nas plataformas digitais. Atualmente, as contas são geridas pela Secom, mas a mudança permitirá uma comunicação menos restrita pelas normas do governo federal.

Ricardo Stuckert, fotógrafo que acompanha Lula desde 2003 e que atualmente ocupa o cargo de secretário de Produção e Divulgação de Conteúdo Audiovisual da Presidência, deixará seu posto para atuar diretamente no PT. Ele já é responsável por grande parte das redes sociais do presidente, exceto pelo X, antigo Twitter.

Com a nova gestão, a estratégia se concentrará em fortalecer a imagem política de Lula e intensificar o debate público, em um tom que se assemelha a uma pré-campanha. A decisão de reformular a comunicação digital foi acelerada pela consolidação do senador Flávio Bolsonaro como um potencial adversário nas eleições de 2026.

No PT, Stuckert trabalhará com Nicole Briones, especialista em comunicação digital que coordenou as redes de Lula entre 2017 e 2021. A nova abordagem já é visível nas plataformas do partido, que começaram a aumentar as publicações associando Flávio Bolsonaro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, especialmente após a divulgação de conversas que envolvem pedidos de dinheiro atribuídos ao senador.

Aliados de Lula afirmam que a mudança de postura ocorre em um momento de melhora nas pesquisas eleitorais. Um levantamento do Datafolha revelou que Lula lidera com 40% das intenções de voto, contra 31% de Flávio Bolsonaro, e no segundo turno, Lula tem 47% contra 43% do adversário.

A transferência da gestão das redes também reflete a insatisfação de aliados com a comunicação digital do governo, atualmente sob a liderança do ministro Sidônio Palmeira. Críticas surgiram sobre a falta de impacto político das campanhas publicitárias e a eficácia das estratégias nas redes sociais.

Apesar das críticas, a gestão de Sidônio aumentou os investimentos em anúncios digitais, que em 2025 superaram os gastos em outras plataformas. Dados da Secom indicam que os canais digitais receberam pelo menos R$ 234,8 milhões dos cerca de R$ 681 milhões destinados à comunicação.

As campanhas abordam temas como isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, segurança pública e combate à violência contra mulheres e crianças.

Além disso, Lula iniciou um tratamento de radioterapia após a retirada de uma lesão de câncer de pele no couro cabeludo. Ele passará por mais 14 sessões preventivas nas próximas semanas.

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