A sessão da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) foi marcada por um intenso debate sobre vaquejadas, que resultou em um confronto verbal entre os vereadores Guga Pet e Eder da Jampa. O desentendimento teve início após Guga Pet defender a causa animal e criticar a prática das vaquejadas, o que levou a um aumento da tensão no plenário.
Durante seu discurso, Guga Pet também abordou a questão da venda ilegal de 'chumbinho' na região, mencionando um caso em Teixeira onde muitos animais foram mortos por envenenamento. Ele enfatizou a necessidade de uma ação conjunta entre o Ministério Público, delegados e ativistas para buscar justiça. 'A gente tem visto de forma ilegal essa venda de chumbinho. Em Teixeira houve uma chacina de mais de 63 animais envenenados', afirmou.
O vereador criticou a falta de políticas públicas voltadas para a proteção animal, propondo iniciativas como castração e assistência veterinária. A situação se intensificou quando Guga Pet reiterou sua oposição às vaquejadas, associando-as a maus-tratos. 'Defendo a causa animal e sou contra a vaquejada', declarou.
Após suas declarações, o clima no plenário esquentou, levando a discussões paralelas, incluindo intervenções de Eder da Jampa. O vereador Fábio Lopes pediu ordem para poder se pronunciar, solicitando respeito ao espaço da Casa. 'Peço ordem na Casa para a minha fala, por gentileza', pediu.
Diante da crescente tensão, o presidente em exercício, Odon Bezerra, teve que intervir. Ele pediu que as discussões fossem feitas de forma respeitosa e ordenada, evitando interrupções durante os pronunciamentos. 'Se tiverem discussões, que sejam feitas da tribuna e não paralelamente', afirmou.
Esse episódio trouxe à tona novamente o embate entre defensores da causa animal e aqueles que apoiam a realização de vaquejadas na Paraíba, movimentando os bastidores da Câmara Municipal.